Post Intimista IV
Precisava de me sentir útil e não ficar á toa e ir-me abaixo. Fiquei como observadora. Observei o ambiente e comparei as pessoas antes e pós- acidente. Estava toda a gente vazia, à toa, desorientada, desesperada. Uns choravaam e abraçavam-se, outros debatiam-se por saber notícias da parte da família que tinha ido para o hospital. Viemos a saber dois mortos afinal. Uma senhora que ainda que há poucos dias esteve conosco na tailândia. Não apertou o cinto durante a aterragem e bateu com a cabeça quando o avião se virou ao contrário. Morte estúpida, mas todas as mortes são estupidas. Eu no meio do rebuliço, consigo que um chinês me empreste um telemóvel para telefonar ao meu pai, que a meio da noite acorda estremunhado comigo a dizer que tu está bem, que tivemos um acidente que nem eu nem a minha mãe sofremos nada. Reagiu como se estivesse a dizer, olha o avião atrasou-se e tivemos de ficar à espera, a reacção foi igual. Adeus beijinhos depois dou notícias. Segunda vez que falei ao meu pai, ele já tinha visto imagens na televisão já estava em panico e desatou a chorar ao telefone, pq era sempre eu que falava ao telefone e estava a esconder o estado de saude da miha mãe, não era verdade e eu ao ver a reacção de desepero e choro do meu pai senti-me enfraquecer, pq me apercebi do que realmente se passava.
2 Comments:
Uma história unica na vida!
Sabia que escrevias bem ... mas não tão bem assim ;)
O Tigre da Málasia
Estou estupefacta!... Um relato destes na primeira pessoa ...
Chocolover
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